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Darwin, Crises e a sua carreira profissional

Segundo Charles Darwin em A Origem das Espécies, apenas os mais aptos sobrevivem a seleção natural.

Esse processo de seleção em geral está baseado na luta por recursos que garantam a sobrevivência de uma espécie, ou a luta para sobreviver em um ambiente que é hostil a determinadas características.

Currículo Profissional

Imagem parcial de um currículo profissional

Em um momento de crise econômica Darwin mais uma vez volta a tona, pois nesse ambiente a mortalidade tanto de empresas quanto de carreiras profissionais é muito maior.

Quando a crise bate à porta, a quantidade de pessoas dispostas a comprar diminui consideravelmente, é a tal da demanda que se vai, e nesse processo ela começa levar junto empresas que tinham menos fôlego em termos de capital financeiro, marca e conhecimento técnico.

Quando empresas começam perder clientes e fecharem as portas, elas começam demitir. As demissões levam automaticamente a menos demanda ainda, e a coisa vai se retroalimentando. É uma bola de neve que vai matando tudo pelo caminho, mas isso você já sabe.

O que você talvez nunca tenha se dado conta é que esse processo também acontece com carreiras profissionais, mas de um jeito um pouco diferente.

Quando uma crise atinge o mercado e a mão de obra começa a ficar mais abundante as empresas têm finalmente a oportunidade de contratar aquele profissional que antes seria muito difícil encontrar livre no mercado, e as vezes por um salário muito mais em conta.

Como sobram profissionais com melhores experiências e qualificações, o mercado deixa na mão aqueles com menos habilidades técnicas, de networking, agressividade ou experiência, e o que acontece com esses profissionais?

Eles passam uma boa parte do período de crise desempregados e sem a oportunidade de ganhar mais experiência, networking e conhecimentos técnicos, e pior, ficam com um estigma de estarem há muito tempo – muitos meses em geral – fora do mercado.

Quando as empresas começam se recuperar da crise elas voltam a contratar, mas agora já existe muito mais gente recém formada no mercado – sangue mais jovem, sedento por trabalhar e com salários um pouco menores. Vejam bem que o que estou falando não tem nenhuma relação com idade.

Quando falo sangue mais jovem quero dizer mais jovem de mercado, de formação e com muita necessidade de começar ganhar experiência para o reaquecimento do mercado.

Sempre sobra alguma oportunidade e aqueles que estavam há tempos fora do marcado conseguem uma recolocação, mas geralmente com salários e possibilidades de aprendizado e crescimento menores.

É a crise econômica matando para sempre uma carreira.

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